Os problemas mais frequentes que ameaçam a segurança na operação de máquinas e equipamentos nos canteiros, e evoluções tecnológicos que minimizam os riscos nas obras foram tratados na 4ª Reunião On-line de 2026 do CPR-SP (Comitê Permanente Regional de São Paulo) da Norma Regulamentadora (NR) 18, em 8 de setembro.
O evento foi coordenado por José Bassili, gerente de SESMT Corporativo do Seconci-SP (Serviço Social da Construção); Antonio Pereira, auditor Fiscal do Trabalho e coordenador do Projeto da Construção da Seção de Segurança e Saúde no Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, e Marcos Antonio de Almeida Ribeiro, vice-presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado de São Paulo (Sintesp).
O engenheiro Luiz Marcel Fernandes mostrou em sua apresentação os principais problemas encontrados nas inspeções orientativas que realiza junto às empresas no âmbito do Programa SindusCon-SP de Segurança (PSS). Constatou a existência de vários equipamentos sem etiqueta de identificação. Exibiu o formato seguro que a caixa de energia deve ter, atendendo aos requisitos da Norma Regulamentadora 10 e da Norma Técnica NBR 5410.
Fernandes apresentou os principais problemas registrados nos elevadores de obra, como: botoeiras sem identificação, dispositivos de segurança que não funcionam, falta de travas/ grampos adequados nos cabos de aço que fazem a movimentação da porta vertical, sistemas elétricos comprometidos por alagamento no poço do elevador, desgaste de cremalheiras e pinhões, abertura entre a porta-rampa e porta-cancela superior ao permitido pela legislação, e falhas na documentação.
Em relação às gruas, o engenheiro apontou problemas como: base alagada junto ao transformador; enrolamento irregular dos cabos no tambor/bobina; cestos de transporte de materiais sem certificação/homologação, limite de carga expresso e laudos de aprovação; moitões e cabos de içamento irregulares.
Já o engenheiro Carlos Cristofani, gerente de Saúde, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da MPD, mostrou em sua apresentação soluções tecnológicas, algumas simples, para diversas situações nas obras que envolvem riscos aos trabalhadores.
Um dos destaques mostrado foi a higienização de reservatório de 20 mil litros realizada com robô, varrendo com escovas de PVC flexíveis, aspirando e filtrando toda a sujeira, e escalando as paredes para limpar até a borda. Outro destaque foi uma plataforma individual para trabalho em altura, em substituição aos andaimes.
Cristofani também fez recomendações para se evitarem acidentes causados pelo rompimento das tubulações de concreto, listou cuidados a serem tomados para se andar sobre um telhado, mostrou a inspeção de grua e cremalheira por meio do uso de drone, o uso de inteligência artificial para gerenciar desvios comportamentais e de campo, e treinamentos com óculos de realidade virtual.
Fonte: Seconci/SP
Leia mais
Cimento mantém ritmo de alta nas vendas em agosto
Emprego na construção recua em julho em seis regionais do SindusCon-SP