INCC-M acelera em outubro e custos da construção chegam a 7,60% em 12 meses em São Paulo

Confiança da construção sobe 0,2 ponto, mas percepção sobre situação atual dos negócios recua ao pior nível desde maio de 2021

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) subiu 0,35% em outubro, acima da variação de 0,25% registrada em setembro. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 6,75% no país. Na cidade de São Paulo, o índice avançou 0,34% no mês e acumula alta de 7,60% em 12 meses e de 6,88% no ano. Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE).

A alta de outubro foi influenciada por materiais, equipamentos e serviços, grupo que avançou 0,40%, ante 0,17% no mês anterior. Dentro da categoria, materiais e equipamentos passaram de 0,17% para 0,41%, com destaque para materiais para estrutura, cuja variação aumentou de 0,07% para 0,72%.

Os serviços também aceleraram, de 0,15% em setembro para 0,31% em outubro, movimento influenciado por projetos, que passou de 0,10% para 0,44%. Na direção contrária, o índice de mão de obra recuou de 0,37% para 0,27%.

Entre os itens com maiores altas de preços no mês de outubro estão vidros (2,96%), massa de concreto (2,16%), salário de engenheiro (0,73%), bloco de concreto (0,54%) e salário de pedreiro (0,31%).

Para Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, o comportamento dos custos exige atenção, sobretudo diante de um ambiente ainda marcado por incertezas para as empresas do setor. “A aceleração do INCC em outubro e a alta acumulada dos custos em São Paulo mostram que a construção continua convivendo com pressões importantes. O avanço de materiais e serviços merece atenção porque impacta diretamente o planejamento e os custos dos empreendimentos. Para que o setor mantenha investimentos, atividade e geração de empregos é fundamental avançarmos para um ambiente econômico que ofereça maior previsibilidade às empresas.”

Confiança melhora, mas situação atual preocupa

O Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 0,2 ponto em outubro, para 90,7 pontos, segundo a Sondagem da Construção do FGV IBRE. Apesar da melhora, o indicador permanece abaixo dos 100 pontos, nível que separa a percepção de confiança da de falta de confiança. Na média móvel trimestral, o ICST recuou 0,6 ponto, para 91 pontos.

O resultado mostra uma diferença entre a avaliação do presente e as perspectivas para os próximos meses. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) caiu 1,7 ponto, para 89 pontos, atingindo o menor patamar desde maio de 2021. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 2,1 pontos, para 92,6 pontos.

A percepção sobre a demanda futura melhorou: o indicador de Demanda Prevista avançou 2,5 pontos, para 92,6 pontos, enquanto a Tendência dos Negócios cresceu 1,7 ponto, alcançando 92,5 pontos, seu maior nível desde junho de 2025.

O segmento de infraestrutura apresentou desempenho mais favorável. O ICST das Obras de Infraestrutura avançou 1,1 ponto no mês e 1,8 ponto na comparação anual, com melhora da situação atual e crescimento da carteira de contratos. Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da construção recuou 1,1 ponto percentual, para 77%. A utilização da capacidade de mão de obra caiu para 78,8%, e a de máquinas e equipamentos, para 71,8%.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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