A variação do Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) acelerou para 1,04% em abril, após registrar alta de 0,36% em março. No acumulado de 12 meses, o índice subiu 6,28%, mostrando desaceleração em relação a abril de 2025, quando acumulava alta de 7,52%. Os dados são do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em preços coletados entre os dias 21/03 e 20/04.
Segundo o presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, “a forte aceleração dos custos da construção, especialmente nos materiais, está diretamente ligada ao cenário internacional, com impactos da guerra no Oriente Médio sobre cadeias de insumos. Esse movimento tende a pressionar ainda mais os preços, com repasse ao consumidor, podendo atrasar novos projetos e afetar programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida”.
Capitais
O INCC-M acelerou em todas as sete capitais pesquisadas em abril. Na cidade de São Paulo, o INCC-M aumentou 0,91% em abril, 2,13% no ano e 7,08% em 12 meses. Nas demais capitais, os resultados foram: Salvador (2,03%), Brasília (0,86%), Belo Horizonte (0,82%), Recife (0,77%), Rio de Janeiro (1,13%) e Porto Alegre (1,23%).
Mão de Obra acelera
A taxa de variação do índice de Mão de Obra foi de 0,61% em abril, marcando avanço em relação aos 0,47% observados em março.
Materiais, Equipamentos e Serviços
O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 1,35% em abril, após alta de 0,27% no mês anterior. A categoria de Materiais e Equipamentos registrou aumento de 1,40%, frente a 0,28% em março, indicando forte aceleração nos preços desses insumos, essenciais para a execução de obras.
Três dos quatro subgrupos que compõem essa categoria apresentaram avanço. O principal destaque foi o subgrupo “materiais para estrutura”, cuja taxa passou de 0,17% para 1,82%.
No grupo de Serviços, a taxa de variação subiu de 0,24% em março para 0,97% em abril, influenciada principalmente pelo item “aluguel de máquinas e equipamentos”, que passou de 0,05% para 1,87%.
As maiores influências Os custos que mais subiram em abril foram massa de concreto (4,39%), tubos e conexões de PVC (5,11%), blocos de concreto (1,48%), cimento Portland comum (3,02%) e vergalhões e arames de aço ao carbono (0,91%). Já as maiores quedas ocorreram em material para sistema de exaustão (-0,59%) e mármore e granito trabalhados (-0,11%).
Fonte: Assessoria de Imprensa
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