Construção encerrou o mês com 841,8 mil trabalhadores formais; capital liderou a geração de vagas, com saldo de 5,1 mil empregos, enquanto Campinas criou 1,2 mil postos e Sorocaba abriu 1 mil novas vagas
A construção civil do estado de São Paulo terminou o mês de março com saldo positivo de 9.635 empregos com carteira assinada, diferença entre admissões e desligamentos, e encerrou o período com 841.867 trabalhadores formais. O resultado manteve o estado na liderança nacional da geração de vagas na construção, concentrando aproximadamente 27% das contratações líquidas e do total de vínculos ativos do setor no país.
De acordo com Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, o desempenho do primeiro trimestre demonstra a capacidade da construção civil de manter a geração de empregos formais, mas alerta sobre o aumento dos custos do setor. “Medidas como o fim da escala 6×1 podem elevar significativamente os custos das obras, afetar a viabilidade de novos empreendimentos e impactar diretamente o ritmo de contratações da construção civil”, afirma.
O levantamento foi realizado por meio da ferramenta online do SindusCon-SP, que acompanha mensalmente o desempenho do emprego formal na construção em todas as suas regionais. Os dados são apurados pelo FGV Ibre, com base nas informações do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. A plataforma considera série histórica iniciada em 2021 e permite monitorar o comportamento regional das admissões e desligamentos, além do saldo mensal de vagas, diferença entre contratações e demissões, e do estoque total de trabalhadores com carteira assinada na construção civil paulista.
Regiões com maior geração de empregos
A capital paulista encerrou março com 373.750 trabalhadores com carteira assinada, o maior estoque do Estado, e saldo positivo de 5.191 vagas no mês. Do total de vínculos ativos, aproximadamente 160 mil estão nos serviços especializados, 120 mil em edificações e 94 mil em obras de infraestrutura.
Campinas registrou saldo positivo de 1.223 empregos e terminou março com 103,1 mil trabalhadores formais, o segundo maior estoque do Estado. Sorocaba também se destacou, com abertura de 1.003 vagas e total de 99,3 mil empregados formais na construção civil.
Bauru apresentou saldo positivo de 679 empregos e encerrou o período com aproximadamente 35,1 mil trabalhadores formais. No litoral, Santos abriu 422 vagas em março e alcançou um estoque de 29,5 mil vínculos ativos, impulsionada principalmente pelas obras de infraestrutura e edificações.
Santo André registrou saldo positivo de 415 empregos e terminou o mês com 47,2 mil trabalhadores formais. Já São José dos Campos abriu 333 vagas e encerrou março com estoque de 52,8 mil empregados com carteira assinada.
Regionais com menor ritmo de contratação
Mogi das Cruzes registrou saldo positivo de 184 empregos em março e terminou o período com 13,6 mil trabalhadores formais na construção civil.
Presidente Prudente abriu 86 vagas no mês e encerrou março com aproximadamente 8,6 mil trabalhadores com carteira assinada, o menor estoque entre as regionais analisadas.
São José do Rio Preto registrou saldo positivo de 81 empregos e terminou o período com aproximadamente 25,2 mil vínculos formais no setor.
Ribeirão Preto apresentou saldo de 18 vagas em março e encerrou o mês com estoque de 53,7 mil trabalhadores formais na construção civil. Os dados são do Novo Caged e podem sofrer revisões nos meses subsequentes, em função do envio de informações fora do prazo legal, ajustes realizados pelas empresas ou atualizações decorrentes do cruzamento de bases oficiais do mercado de trabalho.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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