ALEC amplia fronteiras e busca locadoras que ainda estão fora do associativismo

Com a campanha “A ALEC é a casa de quem move o Brasil”, entidade amplia discurso para além da construção civil e chama empresas de diferentes segmentos da locação de bens móveis para fazer parte do associativismo.

Durante muitos anos, quando se falava em associação de locadores de equipamentos, era natural que boa parte do mercado imediatamente relacionasse o tema às empresas ligadas à construção civil.

A ALEC – Associação Brasileira dos Locadores de Equipamentos e Bens Móveis – decidiu deixar claro que esse universo é muito maior.

Em uma nova campanha institucional divulgada em suas redes sociais, a entidade apresenta uma mensagem direta ao mercado: “Não importa o que você loca. Importa que você faz parte de um mercado que move o Brasil.”

O posicionamento pode representar um novo capítulo na estratégia de expansão da Associação.

Do equipamento para construção ao universo dos bens móveis

Na própria campanha, a ALEC menciona empresas que trabalham com locação de audiovisual, containers, equipamentos de ginástica, equipamentos para construção, geradores, climatização, sanitários, empilhadeiras, tecnologia, ferramentas e diversos outros tipos de bens móveis.

A mensagem é simples: se existe um ativo sendo disponibilizado por meio de locação, existe um empresário enfrentando desafios semelhantes aos de milhares de outros locadores brasileiros.

Gestão de ativos, formação de preços, contratos, inadimplência, manutenção, financiamento, tributação, Reforma Tributária, renovação de frota, segurança jurídica, tecnologia e profissionalização são assuntos que atravessam diferentes modalidades do rental.

É justamente nesse ponto que a nova comunicação da ALEC ganha relevância.

Em vez de falar exclusivamente para um determinado tipo de equipamento, a Associação passa a destacar aquilo que une essas empresas: o modelo de negócio da locação.

Um mercado muito maior do que parece

A mudança de linguagem não significa necessariamente uma mudança na essência institucional da ALEC.

Fundada em 1992, a Associação nasceu fortemente ligada às locadoras de equipamentos para construção. Com o aumento da presença de associados de outros estados e a evolução do mercado, em 2001 sua denominação passou a refletir uma abrangência nacional voltada às empresas locadoras de bens móveis e atividades correlatas.

O próprio posicionamento institucional da entidade estabelece como objetivo profissionalizar o mercado de locação, capacitar empresas e fortalecer o segmento rental dentro da economia brasileira.

Agora, porém, esse conceito aparece de maneira muito mais explícita na comunicação.

A frase escolhida para resumir a campanha é emblemática:

“A ALEC é a casa de quem move o Brasil.”

Em busca das locadoras que ainda estão fora do associativismo

Talvez o principal público dessa nova mensagem não esteja dentro das associações tradicionais.

Está fora delas.

São milhares de pequenas e médias empresas espalhadas pelo país que alugam equipamentos, máquinas, ferramentas, estruturas, tecnologia e os mais diversos bens, mas que muitas vezes não se identificam como participantes de um setor organizado chamado mercado rental.

Uma empresa que aluga equipamentos audiovisuais pode enxergar-se apenas como integrante do mercado de eventos.

Uma locadora de aparelhos de academia pode enxergar-se dentro do mercado fitness.

Quem aluga notebooks e equipamentos tecnológicos pode se identificar muito mais com o setor de TI.

Empresas de climatização, containers, sanitários, geradores ou empilhadeiras seguem a mesma lógica.

Mas todas têm algo fundamental em comum: a locação de bens móveis está no centro de seus modelos de negócio.

É justamente essa conexão que a ALEC parece querer evidenciar.

Representatividade ganha importância

O movimento acontece também em um momento particularmente importante para as locadoras.

O setor atravessa mudanças tributárias, regulatórias, tecnológicas e financeiras que exigem cada vez mais profissionalização.

A Reforma Tributária, por exemplo, coloca a locação de bens móveis dentro de uma nova realidade de tributação sobre o consumo, trazendo discussões sobre IBS, CBS, créditos, formação de preços, contratos e impactos sobre margens.

Nesse ambiente, empresas que historicamente caminharam de maneira isolada podem encontrar no associativismo uma forma de compartilhar informações, desenvolver conhecimento e aumentar sua capacidade de participação nas discussões que afetam o mercado.

A ALEC apresenta entre os benefícios destinados aos associados justamente o acesso a informações do setor, capacitações, networking, troca de experiências e participação em um ambiente empresarial voltado à discussão de problemas e soluções comuns às locadoras.

Rental é maior quando se reconhece como rental

A campanha da ALEC também levanta uma discussão importante para todo o setor.

Quantas empresas brasileiras vivem da locação de bens móveis, mas ainda não se reconhecem como integrantes do mercado rental?

Provavelmente existe um enorme contingente de empresas que compartilha as mesmas dores, riscos e oportunidades das locadoras tradicionais, porém permanece pulverizado entre diferentes atividades econômicas.

A aproximação desses empresários pode aumentar não apenas o número de associados de uma entidade, mas também a capacidade do próprio mercado de locação de se apresentar de maneira organizada diante do governo, fornecedores, instituições financeiras, fabricantes e da sociedade.

Mais empresas organizadas significam mais dados.

Mais dados significam maior compreensão do tamanho do setor.

E um setor que conhece seu tamanho possui melhores condições de defender seus interesses.

Uma casa com mais portas abertas

Ao ampliar sua comunicação para diferentes modalidades de locação, a ALEC parece querer romper uma percepção histórica de que sua atuação estaria restrita ao universo dos equipamentos leves para construção — segmento no qual construiu grande parte de sua trajetória e reconhecimento. A própria descrição institucional da entidade ainda destaca sua forte presença nesse mercado.

A nova campanha aponta para uma mensagem mais ampla.

Não importa se o ativo tem quatro rodas, funciona com motor, fica dentro de uma obra, sobe pessoas, refrigera ambientes, reproduz imagens, armazena mercadorias ou processa dados.

Se o negócio é locação de bens móveis, existe um ponto de encontro.

E é exatamente esse mercado, enorme, diversificado e muitas vezes ainda disperso, que a ALEC começa a chamar para mais perto.

O novo movimento deixa uma provocação para milhares de empresários brasileiros: talvez sua empresa sempre tenha feito parte do mercado rental — apenas ainda não tivesse percebido o tamanho da casa.

Fonte: Inforental

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