Programas habitacionais investem em subsídios e moradias no estado de São Paulo

O Governo de São Paulo autorizou a concessão de R$ 106,8 milhões para subsidiar a aquisição de 8.711 imóveis em 30 cidades do estado. A assinatura para a liberação dos recursos foi realizada no dia 22 de março pelo governador, Tarcísio de Freitas, que esteve acompanhado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lima, e pelo presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis (Secovi-SP), Rodrigo Luna.

O valor será utilizado por meio do Programa Casa Paulista, na modalidade Nossa Casa, que tem como intuito fornecer cheque-moradia a famílias de baixa renda (com renda mensal de até três salários mínimos) para a aquisição de unidades habitacionais em empreendimentos aprovados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (SDUH). O montante do subsídio dependerá da localização do imóvel, variando de R$ 10 mil a R$ 16 mil.

“Uma das nossas metas é aumentar a provisão de habitação por meio da ação da CDHU [Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo] em parceria com a iniciativa privada. E é isso que estamos celebrando, que o Estado ajuda as famílias de baixa renda a conquistarem o financiamento da casa própria. Temos o melhor setor de construção do Brasil e seremos facilitadores para atacarmos o déficit habitacional do estado”, afirmou Tarcísio de Freitas.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, também destacou os benefícios do programa. “Vamos apoiar as famílias a acessarem o crédito e que elas possam entrar no mercado formal para comprar o imóvel diretamente do mercado. Estamos dando apoio direto para o mutuário, para que eles possam comprar suas casas dentro dos seus rendimentos. Esse apoio é a forma mais estruturante de diminuir o déficit habitacional.”

Programa Pode Entrar anuncia mais investimentos

Desenvolvido na gestão de Bruno Covas e transformado em lei pelo prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, o programa Pode Entrar anuncia um investimento de mais de R$ 6 bilhões para a compra de 38.870 unidades habitacionais na capital paulista, dentro da primeira fase do chamamento de aquisição.

O anúncio, também feito no dia 22 de março, prevê prioridade para cerca de 22 mil famílias que fazem parte atualmente do Auxílio Aluguel. De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação, o valor mínimo das prestações será de R$ 150, e quem for classificado terá um valor de teto correspondente a 15% de sua renda familiar – ou seja, a parcela máxima será de R$ 594, já que o teto será de três salários mínimos.

Além das quase 39 mil moradias anunciadas, a iniciativa prevê a compra de outras 20 mil em uma nova fase do programa. Assim, a atual gestão municipal planeja iniciar a construção, entregar ou fazer a contratação de mais de 100 mil unidades habitacionais no total, contando com as já realizadas. 

Em relação aos trabalhos gerados, o projeto representará a criação de 100 mil empregos na área da construção civil. “São reflexos diretos na economia da capital, além da liberação de mais R$ 10 milhões de reais por ano investidos no auxílio-aluguel, que poderemos realocar para outras políticas públicas”, declarou João Cury, diretor-presidente da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab).

Fonte: Cimento Itambé

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