Construção civil deve movimentar quase R$ 3 trilhões em 5 anos e reforça investimentos em segurança do trabalho

A engenharia brasileira vem se recuperando e mantém ritmo acelerado no país. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor de construção civil deve movimentar cerca de R$ 2,7 trilhões até 2030. Em 2024, o crescimento do PIB do segmento foi de 2,3%, número que deve ser superado neste ano.

O cenário positivo no setor financeiro, diante do aumento de compras e contratações na indústria, reforça a tendência de alta. Ainda assim, o setor enfrenta desafios, como a necessidade de sustentabilidade e maior atenção à segurança do trabalho, considerando que o número de acidentes permanece elevado.

Oportunidades e desafios da construção civil

Em 2025, o setor indica otimismo, tanto pelo ritmo de contratações quanto pela expansão das empresas em novas aquisições. As mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida também contribuem para esse cenário positivo.

Especialistas apontam que o crescimento populacional e a expansão urbana aumentam a demanda por infraestrutura de qualidade. Projetos de transporte, saneamento e habitação continuam sendo prioridades estratégicas para o setor.

A construção civil gera oportunidades para profissionais de diferentes áreas, de operários e técnicos a engenheiros e arquitetos, consolidando o papel do setor na infraestrutura nacional.

Por outro lado, a crise climática reforça a necessidade de soluções sustentáveis. Projetos ambientalmente responsáveis exigem cada vez mais profissionais qualificados e engajados.

Investimento em segurança do trabalho cresce no país

De acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), o investimento em segurança do trabalho aumentou 32% em 2024, totalizando R$ 330 milhões. No ano passado, foram registrados mais de 700 mil acidentes de trabalho, dos quais 40% ocorreram por quedas, principalmente na construção civil.

Entre esses casos, 80% aconteceram devido à falta de uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de altura.

O uso correto de EPIs, como cintos de segurança, capacetes, talabartes e trava-quedas, é essencial para prevenir acidentes em atividades como andaimes, telhados e estruturas elevadas.

De modo geral, a construção civil está em expansão, mas seu crescimento depende também de segurança e sustentabilidade. Por isso, investir em EPIs e na capacitação profissional ajuda a reduzir riscos e garante que o setor continue fortalecendo a infraestrutura do país.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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