Base: Termômetro das Locadoras ALEC – jan a dez/2025
2025 não foi um ano de euforia para o mercado rental. Foi um ano de leitura fina, decisões cautelosas e sobrevivência estratégica.
Os dados consolidados das 12 edições do Termômetro das Locadoras ALEC revelam um setor ativo, resiliente, mas pressionado por custos, inadimplência e dificuldade de repasse de preços.
2025 foi um ano de ajuste, não de expansão
Ao longo do ano, o mercado oscilou entre meses considerados “melhores”, “iguais” e “piores”, sem uma trajetória linear de crescimento. O que se percebeu foi um comportamento mais defensivo do locador, priorizando controle de risco e preservação de caixa.
Construção civil segue como base do rental
A construção civil seguiu como o principal motor do setor, presente em mais de 90% das locadoras participantes da pesquisa durante todo o ano. Segmentos como indústria, comércio, pessoa física, saneamento e infraestrutura apareceram como complementares, reforçando a importância da diversificação como estratégia de proteção em momentos de instabilidade.
Pequenas e médias locadoras formam o coração do mercado
Outro ponto que se manteve constante foi o perfil de faturamento: a maior parte das locadoras brasileiras opera com receitas mensais entre R$ 100 mil e R$ 400 mil. Trata-se de um mercado majoritariamente formado por pequenas e médias empresas, com estruturas enxutas e margens sensíveis a qualquer variação de custo.
Quando analisadas as comparações mensais, especialmente no segundo semestre, os dados indicam um aumento da percepção de meses “piores” em relação ao mês anterior. Novembro e dezembro evidenciaram esse comportamento. Ainda assim, quando a comparação foi feita com o mesmo período de 2024, o saldo se mostrou mais equilibrado, sinalizando que 2025 foi melhor que 2024, embora mais difícil do que muitos esperavam.
Preços pressionados e pouco reajuste
A conquista de novos clientes apareceu como realidade para a maioria das locadoras, mas não em velocidade suficiente para compensar o aumento dos custos operacionais. E aqui surge um dos principais gargalos do setor em 2025: a resistência ao reajuste de preços. Em praticamente todos os meses, mais de 85% das locadoras afirmaram não ter reajustado suas tabelas, mesmo diante da pressão inflacionária, aumento de insumos e maior complexidade tributária.
Inadimplência sob controle, mas constante
A inadimplência, por sua vez, não explodiu, mas permaneceu como um risco constante. A maior parte dos respondentes afirmou que ela se manteve estável, porém um percentual relevante indicou aumento, especialmente no fim do ano, reforçando a necessidade de gestão mais rigorosa de crédito e cobrança.
O que os dados apontam para 2026
O retrato final de 2025 é o de um locador mais cauteloso, atento aos números, consciente de que vender mais não significa, necessariamente, ganhar mais. Um mercado que pede menos discurso genérico e mais informação prática, dados, orientação estratégica e ferramentas aplicáveis.
É exatamente nesse contexto que a ALEC se posiciona para 2026: transformando dados em direção, informação em decisão e desafios em oportunidades.
Fonte: ALEC
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