A Inteligência Artificial (IA) vem redesenhando a forma como pequenas e médias empresas brasileiras se conectam com seus clientes. Segundo pesquisa do Sebrae (2024), 64% das PMEs pretendem adotar IA até 2026, principalmente nas áreas de marketing e atendimento. Apesar do baixo investimento, 77% das empresas destinam menos de 2% do orçamento à tecnologia, segundo a pesquisa Panorama 2026 (Amcham Brasil e Humanizadas). Soluções acessíveis tem permitido hiperpersonalização, automação de processos internos e respostas rápidas, aproximando marcas e consumidores de maneira escalável.
Com mais de 20 anos de experiência em marketing e trade em empresas como Aché, Libbs, Medley e Sanofi, Tiene Colins, consultora em Inteligência Artificial e coautora do livro “IA para Negócios – Guia Prático para PMEs”, observa que a tecnologia está mudando a forma de se relacionar com clientes. “Acredito que estamos vivendo a era da hiperpersonalização, em que o marketing deixa de falar com públicos para conversar com pessoas. A IA não apenas organiza dados, ela os transforma em percepções profundas sobre comportamentos, emoções e contextos individuais”, afirma.
Apesar de ser uma realidade crescente, a IA ainda apresenta baixa penetração. Apenas 29% das médias empresas e 10% das pequenas declararam usar alguma forma de tecnologia, conforme dados da 16ª edição da TIC Empresas. Um relatório da Microsoft (2024) aponta que, entre as PMEs que adotaram IA, 69% utilizam chatbots no atendimento ao cliente e 64% aplicam a tecnologia para otimizar processos internos, com resultados perceptíveis em prazos que variam de 1 a 6 meses. O exemplo de grandes players reforça o potencial: o Nubank reduziu em 70% o tempo médio de atendimento com seu assistente virtual, e a Netflix alcança mais de 80% do engajamento na plataforma com recomendações personalizadas baseadas em IA.
Para Aline Lefol, PhD, empresária e também coautora do livro, a chave da transformação está no equilíbrio entre tecnologia e empatia. “A inteligência artificial não substitui o humano, ela o amplia. No marketing, a IA analisa e cria; no atendimento, responde e aprende; mas é o olhar humano que traduz dados em significado e propósito. O verdadeiro diferencial competitivo das empresas do futuro será a capacidade de equilibrar tecnologia e empatia”, conclui.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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