Interesse por engenharia civil cai drasticamente e compromete projetos estratégicos para o país

O Brasil, dentro de poucos anos, pode sofrer uma escassez de engenheiros, de acordo com levantamento divulgado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), que aponta que o número de alunos matriculados nas universidades teve uma queda de 25% entre 2015 e 2023. Ainda que seja a mais procurada, a especialidade com maior evasão é engenharia civil, onde os profissionais são responsáveis por projetos importantes para o país. A queda nas matrículas foi de 52%. 

“O engenheiro civil é indispensável para diversos projetos de impacto na vida dos brasileiros como, por exemplo, levar saneamento básico para toda a população. São eles os responsáveis pelo planejamento e projeto das infraestruturas necessárias, como redes de abastecimento, coletoras de esgoto e estações de tratamento”, diz Ricardo Lazzari Mendes, presidente da APECS – Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente.

Criado há cinco anos, o Novo Marco Legal do Saneamento tem como meta universalizar o saneamento básico no país até 2033, garantindo abastecimento de água potável para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90%. “Pelo que já se observa, a falta de profissionais qualificados para elaboração de projetos para o cumprimento da meta é um desafio especialmente em municípios menores. Essa constatação do sumiço de novos engenheiros vai agravar ainda mais a situação num futuro próximo”, diz.

Ainda de acordo com o estudo do Confea, o Brasil conta com uma baixa proporção de engenheiros em relação à população total. Países como Estados Unidos e Japão, por exemplo, contam com 25 profissionais a cada mil habitantes. Enquanto na França e Coreia do Sul, eles chegam a 16, um a mais do que na Islândia, Suécia e Índia. Por aqui, são apenas seis engenheiros para cada 1000 brasileiros.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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