Construção estima manter crescimento

O ano de 2026 inicia-se com algumas condicionantes positivas para o desenvolvimento da indústria da construção.

Aguarda-se para março o início da queda da taxa básica de juros, estimulando investimentos produtivos, diminuindo o custo de financiamento à produção e possibilitando a redução de juros nos financiamentos imobiliários.

Entrará em vigor a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, que representará um ganho salarial real. Até abril, os Estados devem investir em obras públicas, em face das eleições de outubro. Novas obras do Programa Minha Casa, Minha Vida serão iniciadas.

Adicionalmente, o novo modelo de financiamento imobiliário será colocado em prática, o que tenderá a levar a uma oferta maior de recursos para esta finalidade. Os investimentos em infraestrutura devem se elevar, resultando em mais obras. E o Programa Reforma Casa Brasil entrará em operação, trazendo recursos também para o segmento formal de empreiteiras.

De outra parte, restam as incertezas trazidas de 2025: a tensa situação geopolítica mundial; a desaceleração da atividade econômica no Brasil, resultante da elevada taxa de juros; e o crescente desequilíbrio das contas públicas.

De acordo com a Sondagem da Construção da FGV, os segmentos de infraestrutura e de serviços especializados contam com uma elevação da demanda já nos primeiros meses deste ano, o que resultará em maior atividade e geração de emprego. Com mais recursos disponíveis, a atividade do segmento informal da construção, representado por obras de autoconstrução e reformas, também deve crescer.

Desta forma, o SindusCon-SP e o FGV Ibre, em uma projeção nem otimista nem pessimista, estimam que o PIB da construção deverá se elevar em 2,7%, com crescimento de 2,8% no PIB das construtoras, e de 2,6% no do segmento informal.

Fonte: Sinduscon-SP

Leia mais

Construção fecha 23,8 mil empregos em novembro de 2025

Confiança da indústria subiu em dezembro, após dois meses de queda