Enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro segue em leve crescimento, alta de 0,8% no primeiro trimestre de 2025, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há um setor que chama atenção pelo avanço constante. A construção civil. Impulsionado pela demanda por reformas, ampliação de moradias e expansão das cidades do interior, o segmento acumula alta de 2,4% no primeiro semestre e deve fechar o ano com crescimento de 3,2%, segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
Entre os motores silenciosos desse movimento está a locação de equipamentos. Em vez de comprar, pequenos empreiteiros, autônomos e empresas têm optado por alugar ferramentas como betoneiras, compactadores de solo e andaimes. O modelo, além de mais econômico, elimina gastos com manutenção e armazenamento, facilitando o dia a dia de quem constrói.
Esse comportamento tem impulsionado redes especializadas no setor. Uma das pioneiras é a Casa do Construtor, franquia fundada em 1993 no interior de São Paulo, que hoje soma quase 800 unidades no Brasil e países vizinhos como Paraguai, Uruguai e Argentina. A rede prevê encerrar 2025 com 815 lojas e faturamento superior a R$ 1 bilhão, apoiada em um modelo de expansão capilar que privilegia o interior do país.
“Hoje, há demanda real por equipamentos de qualidade, mas com custo acessível. Alugar virou sinônimo de crescer com responsabilidade”, afirma Altino Cristofoletti Junior, fundador da marca e ex-presidente da Associação Brasileira de Franchising. “O Brasil precisa de soluções que movimentem a economia local sem exigir grandes investimentos iniciais.”
Com presença em todos os estados, a Casa do Construtor emprega diretamente ou por meio de franqueados quase 6 mil pessoas, e atua em cidades com diferentes perfis socioeconômicos. Estados como Mato Grosso, Ceará e Santa Catarina são exemplos de regiões onde a empresa viu crescer tanto a procura por locação quanto o número de obras em andamento.
“A gente percebe um ciclo virtuoso nas cidades onde estamos. Quando a construção avança, vem junto o comércio, o serviço, a arrecadação. A locação faz parte disso”, completa Expedito Arena, também fundador da rede. Segundo ele, o modelo ajuda a democratizar o acesso à construção civil de qualidade, permitindo que obras menores, antes inviáveis, possam ser executadas com estrutura.
Franquias puxam o setor
Os números do franchising corroboram esse avanço. Segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), o setor de serviços, que engloba locação, cresceu 12,1% no primeiro semestre de 2025. Entre os fatores, estão a digitalização, a descentralização dos negócios e o aumento da confiança de empreendedores em modelos testados, como as franquias.
Para especialistas, o momento é favorável. O setor de construção foi o terceiro que mais gerou empregos formais no país em 2025, com mais de 180 mil vagas abertas até julho, segundo o CAGED. Grande parte delas está em reformas e pequenas obras, que movimentam diretamente o segmento de locação.
“O aluguel de equipamentos vem se consolidando como uma ferramenta de impacto econômico direto. Ao viabilizar obras em comunidades de baixa renda, estimular o empreendedorismo local e ampliar o acesso à construção, o setor passa a ser peça relevante nas engrenagens que movem o PIB brasileiro, ainda que, muitas vezes, longe dos holofotes”, finaliza Altino Cristofoletti.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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