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02

Mar 2016

WALTER COVER, PRESIDENTE DA ABRAMAT (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO), FAZ UM BALANÇO DO SEGMENTO EM 2015 E TRAÇA PERSPECTIVAS PARA 2016

A ABRAMAT existe há 11 anos e congrega empresas fabricantes dos principais materiais de construção. As vendas das associadas representam […]

A ABRAMAT existe há 11 anos e congrega empresas fabricantes dos principais materiais de construção. As vendas das associadas representam cerca de 70% do total do mercado onde atuam.

Os dados da Associação indicam que o faturamento real em 2015 comparado a 2014 caiu 11,5%. Todos os segmentos de mercado da indústria foram afetados negativamente em 2015. O varejo, responsável por 50% das vendas, foi prejudicado pelo aumento do desemprego, queda na renda das famílias e dificuldades com crédito. Segundo o presidente da Entidade, Walter Cover, “Ano passado a redução foi de 8% nas vendas do varejo. O mercado das construtoras representa os outros 50%, compreendendo obras imobiliárias e obras de infraestrutura, com uma redução de 14% com relação a 2014.

Para 2016, a expectativa é de uma nova redução, porém menor que em 2015. Isso porque teremos uma inflação menor, uma pequena melhora na renda disponível, menores importações em função do câmbio e uma retomada nos investimentos de infraestrutura relacionada com as concessões em logística.”

Muitas das reformas nas moradias que foram adiadas em 2015 deverão ser realizadas em 2016. A atual previsão da ABRAMAT é de uma queda de 4% com relação a 2015.

A autoconstrução é o mercado das reformas nas moradias, portanto o mercado das lojas de materiais. Nos últimos anos foi o um setor que só apresentou crescimento em função principalmente das políticas sociais. De acordo com Cover, em 2015, esse mercado também foi impactado, embora em menor escala e deverá ser o primeiro a se recuperar.

“A queda dos juros básicos da economia deverá acontecer a partir do segundo semestre de 2016, com os primeiros sinais de queda na inflação. Com essa queda na SELIC, os demais juros da economia também cairão”, afirma Cover. Apesar do aumento recente, os juros do crédito imobiliário ainda são relativamente baixos e não é a principal razão pela pouca demanda na compra do imóvel. A razão maior é a falta de procura por imóveis em função das incertezas com a economia.

A inadimplência no crédito imobiliário cresceu um pouco, mas ainda é muito baixa. O compromisso com o pagamento das parcelas do financiamento imobiliário é a maior das prioridades do tomador deste crédito e não representa um problema atualmente.

O efeito do câmbio ainda foi reduzido em 2015 na substituição das importações em função de contratos de fornecimento e outras dificuldades. Mesmo assim as importações caíram uns 20%, também afetadas pelo consumo menor no país. Em 2016, o câmbio deverá influir mais na queda dos importados.

Para o presidente da ABRAMAT, a operação Lava Jato ainda terá muitos desdobramentos. O maior dano deve ter ocorrido em 2015. A tendência é que os acordos de leniência sejam firmados possibilitando as grandes empresas envolvidas em participar das novas licitações.

O país já passou por situações de crise política e econômica e sempre conseguiu superá-las. “Sairemos novamente da atual e talvez o mais importante é que a questão ética maior na política atual fique para trás com o beneficio, o da punição daqueles que cometeram erros e a maior dificuldade em cometê-los novamente. O déficit habitacional e de infraestrutura representa, portanto, uma grande oportunidade para investidoras locais e estrangeiros na retomada do mercado”, diz Cover.

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