Rental News | Confira nossa publicação mensal

30

Jan 2017

O mercado vai reagir e quem estiver preparado sai na frente

O ano de 2016 se mostrou bastante desafiador para o mercado de locação de máquinas e equipamentos no Brasil. 2015 […]

zacinate-podnikat_web

O ano de 2016 se mostrou bastante desafiador para o mercado de locação de máquinas e equipamentos no Brasil. 2015 também foi um ano difícil, mas esse ano conseguiu ter um desempenho ainda pior, apesar de alguns sinais de melhora nos últimos 3 meses. São sinais tímidos, mas já é um alento para um mercado que vem sofrendo fortemente nos últimos anos. Pelo menos é o que temos notado ultimamente no segmento que atuamos, de ferramentas elétricas portáteis (demolidores, rompedores, serras, esmerilhadeiras e etc), principalmente nas locadoras que atendem clientes médios e pequenos, as que chamamos de “locadoras de varejo”. Já as locadoras maiores, também conhecidas como “locadoras de atacado”, que atendem grandes clientes, construtoras e indústrias, ainda sentem os efeitos da contração da economia dos últimos 2 anos e a tendência é que demore um pouco mais para se recuperarem. A DEWALT, sendo uma das principais fabricantes de ferramentas elétricas presentes no mercado, continuará apostando nessa recuperação, readequando seus estoques e revendo seu plano de lançamentos para esse segmento, já que o mercado, mesmo que timidamente, volta a mostrar sinais de retomada.

Mesmo passando um período fora do Brasil, posso afirmar que o mercado de locadoras de máquinas e equipamentos no Brasil é bastante desenvolvido e organizado. Não deixamos a desejar em nenhum quesito quando nos comparamos com mercados como Chile, Argentina e Colômbia, por exemplo. Desses três mercados, o Chile é o mais desenvolvido, onde existe, há muito mais tempo, a cultura de locação de máquinas e equipamentos. É um país que tem muita influência Europeia, ou seja, com um mercado bastante consolidado e maduro, e com consumidores/usuários que sabem como calcular os benefícios de se alugar máquinas para determinadas situações, ao invés de comprá-las. Todas as grandes marcas de equipamentos estão presentes no segmento de construção e mineração, desde geradores e compressores, até aluguel de pequenos caminhões e veículos fora de estrada. Pelo fato de terem um setor de mineração muito desenvolvido, o mercado de locação voltado a esse segmento é bastante especializado, algo que não se encontra nos outros países da região.

Creio que é somente uma questão de tempo para o segmento rental no Brasil amadurecer mais. Em mercados mais maduros e mais desenvolvidos, o setor rental sempre tem muito destaque. Grandes usuários de máquinas e equipamentos entendem os benefícios e evitam imobilizar seus recursos em equipamentos, que muitas vezes ficam ociosos quando a demanda não está no pico. Esses equipamentos possuem custos de armazenagem, manutenção e operação elevados e, quando não utilizados, se traduzem em desperdício que as empresas hoje em dia não podem assumir. As empresas que atuam no Brasil no mercado de locação devem seguir investindo fortemente na comunicação dessas vantagens, sendo, portanto, um exercício de médio e longo prazo, para que as empresas conheçam os benefícios que o aluguel de máquinas e equipamentos para construção traz para seus negócios.

Outro ponto fundamental é o papel que as Associações existentes pelo país, como por exemplo a ALEC, exercem sobre os fabricantes, exigindo deles cada vez mais uma equiparação dos produtos lançados lá fora, disponibilizando-os aqui no Brasil, além de oferecer treinamentos e capacitação para os usuários e profissionais do ramo.

Seguramente, há uma demanda reprimida das indústrias e construtoras, sufocadas pelo ambiente econômico desfavorável e, a partir do momento que as coisas comecem a fluir melhor, a procura por máquinas e equipamentos será bastante intensa. Obviamente, há uma base instalada de produtos nas locadoras que hoje não estão sendo locados, mas pela experiência que todos têm nesse mercado, no instante que se retomam algumas obras e projetos, a demanda é imediata e os estoques existentes das locadoras não serão suficientes. Quem estiver melhor preparado com produtos novos ou renovados, aproveitará melhor essa onda e consequentemente conquistará mais clientes. Isso também é válido pelo lado dos fabricantes que precisam se planejar para melhor atender essa procura que em alguns segmentos e regiões já começa a ocorrer. Esses altos e baixos na economia brasileira não é algo novo para ninguém. Sabemos que são ciclos e que em algum momento o mercado volta à sua normalidade.

fabio_govina-portal
Fabio Govina
Diretor de Marketing
DeWalt

 

Share this...
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Mais Rental News