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18

Jul 2016

Marcelo Scigliano da Grumont aponta retomada das obras de infraestrutura como o impulso para recuperação do segmento

Como está se comportando o segmento de gruas neste primeiro semestre em relação ao último semestre de 2015? O nosso segmento segue […]

Como está se comportando o segmento de gruas neste primeiro semestre em relação ao último semestre de 2015?
O nosso segmento segue em queda, ainda não entendemos qual será o ponto de equilíbrio, até porque no ramo imobiliário as construtoras estão com resultados péssimos salvo poucas dentro do setor de baixa renda. O que nos motiva é a retomada de obras de infraestrutura.

Todo o mercado de construção civil sentiu um baque, os números caíram vertiginosamente e o desemprego vem crescendo no setor. A área de gruas sempre foi promissora, como ela vem lidando com este cenário?
Dentro do mercado de construção civil o setor de gruas está sentindo a maior crise já conhecida, com isso o momento é de reestruturação e preparação para a retomada que possivelmente ocorrerá em aproximadamente 1 ano e meio a 2 anos.

O segmento de gruas é grande no Brasil? Movimenta quanto? Quantos fabricantes existem no Brasil? E locadoras?
Quando se fala em segmento de gruas no Brasil é preciso entender que culturalmente somos atrasados na utilização de tecnologias dentro dos canteiros de obra, ainda “esbarramos” na falta de entendimento da necessidade em se “industrializar” nosso processo construtivo, visando qualidade, segurança e baixo custo de execução com o aumento de produtividade e mitigação de desperdício dentro dos canteiros. A grua é uma das ferramentas mais importantes no caminho crítico deste processo.
No Brasil, existe hoje aproximadamente um, talvez, dois relevantes fabricantes de gruas nacionais. As fábricas mundialmente conhecidas suspenderam a produção de gruas no país ou não chegaram a produzir, como exemplo a Manitwoc (Potain) que suspendeu em 2016 as operações de fabricação até que a grave crise se finde.

Na sua opinião, porque os fabricantes de grua devem estar associados à ALEC? O que podem fazer juntos? Não é perigoso compartilharem suas estratégias?
A ALEC hoje é um caminho interessante para o setor ganhar força junto a órgãos reguladores e estar cada vez mais perto dos clientes, pois temos aproximadamente 300 associados, em sua maioria locadores. Com isso os fabricantes podem aproveitar as reuniões e oportunidades de expor novas tecnologias com treinamentos e participações em feiras, onde a ALEC tem representação. A crise abre algumas oportunidades e a ALEC é uma delas, estar na Associação não quer dizer que as estratégias serão compartilhadas, muito ao contrário, os fabricantes podem entender melhor o mercado e criar novas estratégias a partir deste entendimento.

Qual é sua expectativa para o segundo semestre e para 2017 no segmento de construção civil e especificamente no setor de gruas?
Imagino que seja o início da recuperação, se tudo correr dentro do previsto no cenário político e econômico do país, com as medidas acertadas tomadas pelo governo interino, e provavelmente, o empossamento deste governo e continuidade da equipe econômica que hoje está, acredito que a recessão não se tornará uma depressão econômica. E, em 2017, já estejamos sentindo esta recuperação, porém tudo dependerá da estabilidade política e econômica que se definirá nos próximos meses.

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