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10

Nov 2017

Entrevista com presidente da ANAMACO, Claudio Elias Conz

A ANAMACO realiza mensalmente uma pesquisa com lojistas de materiais de construção. Nos últimos meses há uma percepção de melhora […]

A ANAMACO realiza mensalmente uma pesquisa com lojistas de materiais de construção. Nos últimos meses há uma percepção de melhora no setor. A revista RENTAL NEWS conversou com o presidente da Associação, Claudio Elias Conz, para obter informações sobre o comportamento do mercado e como isso pode refletir no segmento de locação.

1 – Vocês publicaram, segundo a pesquisa mais recente, que o mercado continua estável em relação a setembro de 2017, mas que houve um crescimento comparando-se ao mesmo mês em 2016. A que se deve este crescimento?
Neste mês de setembro, as tintas e os revestimentos cerâmicos foram as categorias que impulsionaram o setor, pois houve um aumento de 7% nas vendas, em comparação com o mesmo período  do ano passado, o que indica que a família brasileira já está iniciando as reformas das casas para o final de ano.

As pessoas costumam segurar as reformas no começo do ano, devido às diversas despesas e contas a pagar, como IPVA, IPTU, mensalidade dos filhos, entre outros fatores. Porém, não é o que acontece no segundo semestre. Tradicionalmente, este período representa 65% do volume de vendas no ano, pois com a chegada das festas e a ajuda do 13º, a população se anima, tirando do papel e colocando em prática aquele projeto em deixar a casa mais arrumada, consertando o encanamento ou pintando a parede que tanto precisava.

2 – Como foi o primeiro, segundo e terceiro semestres para os associados da ANAMACO em 2017 em comparação a 2016? Além de percentual, é possível compartilhar quanto o setor movimentou em reais.
Os associados da Anamaco puderam sentir que o ano de 2017 foi melhor se comparado ao ano passado, porém, mais do que nunca, é necessário ter muita criatividade e apostar em treinamento dos funcionários para conseguir se diferenciar do concorrente e conquistar a fidelidade do cliente.

Tradicionalmente, o primeiro semestre para o mercado de varejo de material de construção não é muito positivo, entretanto, os nossos rendimentos crescem cerca de 65% no segundo semestre, período em que as pessoas se voltam a reformar e consertar o que precisam.

3 – Vocês tem expectativa de retomada do setor para 2018? Por que? Se não tiver, qual a previsão de vocês para o mercado reaquecer?
Particularmente, sou uma pessoa otimista, porém, também me baseio nos fatos e nos números. Em 2017, não obtivemos nenhum número negativo, pelo contrário, neste ano nos reerguermos e voltamos a crescer.

Portanto, tenho a expectativa de que cresceremos ainda mais em 2018, devido a retomada da confiança do consumidor e, principalmente, às linhas de créditos (Construcard e Cartão Reforma) que possuem a previsão de estarem ativas em todo o Brasil no ano que vem que ajudarão a movimentar o setor de material de construção.

7 – Os associados à ANAMACO devem ter sofrido com as vendas oscilantes durante o ano. Quais estratégias o setor adotou para manter as empresas ativas (alguns exemplos de ações de associados)?
As Acomacs e Fecomacs de todo o Brasil têm atuado arduamente juntamente às 148 mil lojas de material de construção de todo o país. Mensalmente, as entidades desenvolvem ações de apoio ao comércio local e reportam à ANAMACO as reivindicações locais para que possamos trabalhá-las na esfera nacional, defendendo os interesses comuns do nosso setor.

Mas podemos afirmar que em 2017, não houve tantas oscilações, ao contrário, tivemos um crescimento considerável e que deve ser comemorado.

Para driblar as dificuldades, as principais ações que as lojas adotaram foram: investir em treinamento, melhoria no atendimento das lojas e aprender a ter um layout em relação à disposição de produtos para que o consumidor compre mais ou para que o lojista não perca nenhuma venda.

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