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16

Dez 2014

Depoimento – Helio Lamberti

Comecei a atuar com locação em 1970. Trabalhava numa firma de produtos químicos que possuía ações de uma empresa que […]

Comecei a atuar com locação em 1970. Trabalhava numa firma de produtos químicos que possuía ações de uma empresa que fabricava moto-compressores no Brasil. Quando a companhia encerrou suas atividades, ficou com 8 moto-compressores como parte do pagamento. Para recuperar parte do investimento,
recebi o convite para vendê-los.
Após 60 dias, a resposta era sempre a mesma: “A MotoCompressor fechou no Brasil, como fica a reposição de peças, não tem filial nem representante no local?”. Percebi que a locação era um mercado excelente e dei a ideia aos acionistas que concordaram em abrir uma locadora, desde que assumisse
a gerência.
Em 2 anos de atividade, de 8 máquinas passamos para 200 na frota. Alugávamos geradores e compressores para empresas como: Refinaria de Paulínia e São José dos Campos (Replan e Revap), Transamazônica, Ponte Rio-Niterói e entre outras, as construtoras passaram a alugar em vez de comprar, porque
locação entra em despesas e é melhor ter o lucro em R$ no caixa do que em equipamentos.
Ficando 30 anos como diretor desta empresa, adquiri um bom conhecimento sobre locação e, até hoje, com 43 anos no ramo, continuo aprendendo, a vida é uma eterna escola.
Como todo setor apresenta altos e baixos, muitas vezes, com a falta de obras em São Paulo, parti para outros estados, para atender “grandes obras” como a Refinaria Gabriel Passos- RS, Alcoa – São Luis – MA, Cia. Siderúrgica – Tubarão – ES, Aeroporto Galeão – RJ, entre muitas outras. Hoje há locadoras e construtoras idôneas para atender o mercado em todos os estados.
Com saudade, observo o “sumiço” de grandes construtoras e outras absorvidas por outros grupos a CCA, Tenenge, Nordon, Ecel, Ecisa, Imeel, Itaipuan, Nielsen, Montreal, entre tantas outras.
Há 20 anos como Diretor Comercial da Geraforça, acho que este segmento ainda é promissor, não só pela deficiência do setor energético, mas pelo que o Brasil ainda tem a realizar. O potencial é muito grande, basta manter a firma bem estruturada e trabalhar sério, atendendo todas as necessidades do cliente, auxiliando no dimensionamento dos geradores e precauções sobre o uso para evitar acidentes. Na Geraforça, adotamos a filosofia de “quem não é maior, tem que ser o melhor”. Agregar valores na locação também é importante.
Acredito que 2015 ainda será um ano difícil para as locadoras, principalmente por causa das eleições, até “novos governantes assumirem seus cargos”, analisarem toda situação do governo anterior e darem continuidade às obras ou abertura de novas demora muito tempo, além de outros índices pessimistas.
Em qualquer segmento de mercado, a energia elétrica está presente, logo a demanda é muito grande, o que facilita a locação. Há meios de enfrentar 2015, é só ter garra e não querer obter o mesmo lucro dos anos anteriores.

Helio Lamberti
Diretor Comercial
Geraforça – Locação e Com. Equipamentos Ltda.

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