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06

Ago 2018

Locação começa a se recuperar

O setor de locação começa a se recuperar. Mesmo com uma frota ainda reduzida e participando de contratos de curto prazo, as associações do setor já divulgam uma melhora sensível nos negócios, em relação aos anos anteriores. É o que dizem representantes da ANALOC, Sindileq e Apelmat, numa reportagem veiculada recentemente na Revista M&T, da Sobratema.

 

No ano de 2017 as locadoras paulistas estavam trabalhando com aproximadamente 25% a 30% da frota e hoje a média é de 40%. Os contratos são para obras de infraestrutura de saneamento, canalização de córregos, desassoreamento, obras rodoviárias, além da iniciativa privada, como escavações de construção predial, pequenas construções e reformas.

 

Em Minas Gerais e na Bahia, a situação é semelhante. O mercado se recupera de forma gradual, em especial na construção civil, onde se percebe maior quantidade de consultas para orçamentos e contratos de curto prazo. Já o segmento industrial e de pavimentação ainda apresentam dificuldades em voltar a crescer. Na Bahia, também há participação de locadores em serviços complementares de final de governo e na implantação de parques eólicos.

 

Vá com cautela

 

Diante desse início de recuperação, é importante que os gestores das empresas de locação sejam prudentes. “Esses sinais de melhora ainda não sustentam as empresas de locação, que embora tenham trabalho, ainda estão operando com o caixa no vermelho. Considere que itens como depreciação de equipamentos, reposição de frota, manutenção preditiva e rentabilidade ainda estão fora dos cálculos neste primeiro momento”, alerta Eurimilson Daniel, secretário da ANALOC.

 

As entidades ligadas ao setor de rental e associadas à ANALOC são unânimes ao afirmar que durante os anos de crise, os locadores cortaram todos os custos possíveis e hoje trabalham com o mínimo para sobreviver na atividade. A retomada em maior escala está ligada ao cenário político e à credibilidade do país em atrair investimentos, por isso é necessário ser prudente em relação ao restante do ano de 2018 que terá poucas chances de retomar as obras. A retomada da economia brasileira ainda está lenta para o setor de locação de equipamentos.

 

Vale destacar que as fabricantes de máquinas já estão otimistas. A diminuição da oferta de equipamentos seminovos tem feito as empresas comprarem modelos novos e, de acordo com a Sobratema, a projeção de crescimento das vendas de máquinas de linha amarela precisou ser alterada de 8% para 20%, a pouco mais de 9 mil unidades.

 

Fonte: ANALOC NEWS

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