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24

Jan 2020

Investimentos em infraestrutura vão crescer em 2020

Analistas e empresários garantem, porém, ser preciso fazer mais para corrigir os gargalos que impedem uma retomada maior da economia

 

Depois de classificar 2019 como um ano “interessante demais” para a infraestrutura brasileira, com a venda de 27 ativos, o ministro da pasta, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que 2020 será ainda melhor.

O Ministério da Infraestrutura prevê arrecadação de R$ 101 bilhões com 44 leilões de ferrovias, rodovias e aeroportos.

Um estudo da Inter.B Consultoria também projeta uma melhora dos investimentos na área no ano.

O economista Claudio Frischtak, sócio da Inter.B, estima que o valor investido em infraestrutura pode ficar entre 2,2% e 2,3% do PIB em 2020 – um aumento de cerca de R$ 25 a R$ 30 bilhões a mais na comparação com o ano passado, quando o investimento foi de 1,87%.

Ele ressalta, no entanto, que a maior parte desse dinheiro deve vir do setor privado.

“A nossa situação de crise fiscal, que afeta tanto o governo federal quanto estaduais e municipais, não leva a uma perspectiva de que os aumentos dos investimentos no setor serão por obra de investimentos públicas. Na realidade, hoje, 2/3 dos investimentos já são privados. Daqui pra frente a tendência é de que os investimentos privados sejam mais dominantes.”

O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e da Indústria de Base (Abdib), Venilton Tadini, reforça o otimismo do setor para 2020.

“Nós temos uma situação macroeconômica de relativa estabilidade em termos de câmbio, juros, de preços estabilizados. E também do ponto de vista das contas públicas. Isso logicamente transforma um ambiente para retomar investimentos em projetos de médio e longo prazo de maturação.”
Para Venilton, da Abidib, os maiores aportes devem acontecer na área de transporte e logística.

Os analistas e empresários garantem, porém, ser preciso fazer mais para corrigir os gargalos que impedem um retomada maior da economia.

Segundo o economista Claudio Frischtak, o ideal é que o Brasil invista cerca de 4,2% do PIB em infraestrutura durante 20 anos seguidos.

Frischtak garante que esse seria o valor mínimo necessário para o que país alcance o padrão mínimo de bem-estar da população e esteja em um patamar de competitividade com outras nações.

 

Fonte: Jovem Pan/Revista Grandes Construções

 

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