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02

Ago 2018

Construção civil aquece economia em cidades da Baixada Santista

Quase 4 mil unidades residenciais foram lançadas nos últimos 12 meses na região

 

Apesar da economia brasileira ainda patinar e demonstrar sinais lentos de recuperação, o setor da construção civil da Baixada Santista parece seguir firme para se fortalecer e ajudar a impulsionar a economia, conforme demonstram os números do mercado imobiliário das quatro cidades mais populosas da região – Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente.

Segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), 3.739 unidades residenciais foram lançadas nas quatro cidades de julho de 2017 a junho deste ano contra 2.815 nos 12 meses acumulados no período anterior.

O resultado atual é o melhor registrado desde 2013/2014, quando o Brasil começou a sentir os primeiros efeitos da crise econômica. Esse cenário foi apresentado em evento promovido pela instituição, no Hotel Mercure, em Santos.

Para o diretor regional do Secovi-SP na Baixada Santista, Carlos Meschini, os números citados acima e o crescimento de 66,1% nas vendas de um ano para o outro – conforme antecipado por A Tribuna, no último sábado – são reflexos da melhoria de indicadores econômicos do País, bem como do retorno da confiança do empresariado e da população.

“Os números demonstram a força da Baixada Santista. Não é uma região de segunda moradia. Muita gente que trabalha em São Paulo vive em Santos e em Praia Grande. O mercado reagiu diante de uma situação caótica em diversos aspectos”, destacou ele.

Na avaliação do dirigente, a produção local ainda não está no patamar esperado, porque o setor ficou muito parado nos últimos dois anos. Porém, crê que a retomada do setor está ocorrendo de forma gradual.

O balanço do Secovi-SP referente aos últimos 12 meses revela que o carro-chefe local ainda é a venda dos imóveis de dois dormitórios: das 2.941 transações, 1.926 foram de residências desse tipo, sendo 670 do tipo econômico, ou seja, de unidades cujo valor não excedia o montante de R$ 230 mil.

Meschini apontou que as moradias de dois quartos, com metragem entre 45 e 65 metros quadrados de área privativa, foram os mais adquiridos. Eles estavam na faixa entre R$ 230 mil e R$ 500 mil.

O preço médio do metro quadrado da área privativa das moradias de dois dormitórios foi de R$ 5.457 para o nível padrão e de R$ 4.232 para o econômico.

Nova tendência

Ao verificar o desempenho de comercialização, é possível apontar que 53,8% das unidades de um dormitório econômico disponíveis na região foram vendidas entre julho de 2017 e junho deste ano. O preço médio do metro quadrado nesse período variou de R$ 3.488 a R$ 6.481.

 

Fonte: Revista Grandes Construções

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