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12

Jun 2018

CBIC busca solução para os efeitos da política de preços do petróleo no setor da construção

Em meio às discussões em torno da política de preços do petróleo aplicada pela Petrobras, o presidente da República, Michel Temer, recebeu o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, para tratar dos efeitos na construção civil dos reajustes diários feitos pela estatal, o que impede uma previsibilidade dos aumentos. O encontro aconteceu na tarde desta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, em Brasília.

“O Plano Real diz que o reajuste só pode ser feito uma vez ao ano, mas os nossos insumos estão sendo reajustados todos os dias. As empresas sem fôlego financeiro não vão aguentar”, explicou Martins após a reunião, ressaltando que o objetivo do encontro foi apresentar o problema e demandar uma solução para que os reajustes não fiquem tão descompassados.

A criação de uma tabela com preços mínimos de fretes para o transporte rodoviário é outra questão que preocupa os empresários do setor. A discussão já vem impactando no preço de insumos, como o cimento (+5%) e o aço longo (+3%). “Com o tabelamento do frete, desequilibrou tudo e todos os materiais sofreram algum tipo de influência. É esse reequilíbrio que teremos que estudar como fazer”, comentou o presidente da CBIC. Os efeitos serão percebidos ao longo do tempo e variam de acordo com o tipo de material, sendo que muitos insumos são pesados, como a areia e a brita, o que tem impacto no cálculo do frete.
A atual política de preços da Petrobras tem consequências, inclusive, na geração de empregos na construção civil. “Estamos falando de uma realidade que pode criar um problema sistêmico em todo o setor, o qual já empregou 3,3 milhões de trabalhadores diretamente e hoje emprega 2,3 milhões”, afirmou Martins.

Segundo o dirigente da CBIC, Temer mostrou-se bastante sensibilizado com o problema que, até então, não tinha sido percebido. O presidente da República comprometeu-se em reunir sua equipe econômica, incluindo os ministros da Fazenda e do Planejamento, para estudar formas de minimizar os efeitos na construção

Fonte: CBIC

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