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02

mai 2017

BNDES prevê saída do País da recessão

Os dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre o primeiro trimestre deste ano mostram indícios de saída da recessão econômica.

Embora tenha dito que não seria tão otimista em dizer que a recessão acabou, a presidente do banco de fomento, Maria Silvia Bastos Marques, afirmou ontem, que as aprovações da Finame, a linha de crédito automática para o financiamento de máquinas e equipamentos, subiram 32% no primeiro trimestre de 2017 ante igual período do ano passado.

“A Finame é muito mais dinâmica”, disse Maria Silvia, ao adiantar os dados em palestra durante seminário promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na sede da Federação das Indústria do Rio de Janeiro (Firjan).

Como os contratos da Finame são mais curtos e distribuídos por bancos repassadores, seus indicadores reagem mais rapidamente aos ciclos da economia. Hoje, 25, o BNDES divulgará os dados de desempenho em março, encerrando o primeiro trimestre.

Maria Silvia adiantou ainda que as consultas (primeira fase do processo de pedido de crédito no BNDES) para projetos de infraestrutura subiram 25% no primeiro trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano passado.

Além disso, após o BNDES melhorar as condições do crédito para capital de giro em janeiro, houve crescimento de 345% nos desembolsos para essa linha (Progeren) no primeiro trimestre, também em relação ao ano passado.

Maria Silvia criticou as políticas adotadas pelo governo anterior para a instituição de fomento. Após pedir cautela na afirmação de que a recessão já acabou e defender reformas estruturais, como a previdenciária e a trabalhista, para garantir a recuperação econômica, Maria Silvia disse que encontrou um cenário “desastroso” ao chegar ao comando do banco de desenvolvimento, em junho do ano passado.

“Este último ano foi de muito trabalho. É impressionante como se conseguiu reverter um cenário tão desastroso”, afirmou Maria Silvia. Ela destacou que, entre 2009 e 2014, o BNDES recebeu quase R$ 500 bilhões em aportes do Tesouro Nacional, com custos fiscais para o governo. Apesar disso, segundo a executiva, a formação bruta de capital fixo (FBCF) permaneceu “flat”.

“Esses recursos impactaram o fiscal e vamos pagar por muito tempo por eles. Eles não geraram aumento dos investimentos na economia”, afirmou Maria Silvia.

Segundo a presidente do BNDES, “subsídio não é resposta para tudo”. A executiva classificou o congelamento dos projetos de infraestrutura concedidos na segunda fase do Programa de Investimentos em Logística (PIL) no governo anterior, de “caso grave”.

Maria Silvia criticou também o Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), lançado em 2009 como resposta à crise econômica global de 2008, canalizando boa parte dos aportes com crédito oferecido a juros negativos (abaixo da inflação). “O PSI não foi capaz sequer de manter a atividade econômica”, afirmou.

Por outro lado, com os aportes e o PSI, o lucro do BNDES subiu, lembrou Maria Silvia. Com isso, o banco de fomento pagou “elevados dividendos” à União, contribuindo para a receita do governo federal.

Segundo Maria Silvia, isso já começou a mudar. Ano passado, o BNDES aprovou em seu Conselho de Administração uma política de dividendos, que garante que pelo menos 40% do lucro do banco fique na instituição. Além disso, a nova política operacional, lançada em janeiro, procura oferecer incentivos “horizontais”, com foco nos projetos e não nos setores, disse Maria Silvia.

Taxa de mercado

Para Maria Silvia, a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP) reforçará a convergência entre as taxas do Tesouro e do BNDES, busca juros menores para todos. “Essa disputa é por condições horizontais, para todos terem taxas de juros mais baixas”, disse. /Estadão Conteúdo

Fonte: Grandes Construções

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