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01

Nov 2019

Ociosidade na indústria da construção é a menor dos últimos cinco anos

Atividade e emprego no setor melhoraram em setembro e as expectativas para os próximos seis meses são positivas

A utilização da capacidade de operação da indústria da construção foi de 62% em setembro, o maior nível desde dezembro de 2014. Isso significa que a ociosidade no setor é a menor dos últimos cinco anos.

Com o crescimento de quatro pontos percentuais frente a agosto, o indicador alcançou a média histórica pela primeira vez em quase cinco anos, informa a Sondagem Indústria da Construção, divulgada na semana passada, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Os resultados da Sondagem mantêm o cenário de melhora que vem ocorrendo desde o início do ano. Os dados não sugerem aceleração na recuperação, mas apenas continuidade dos resultados alcançados até agora”, avalia a CNI.

De acordo com a pesquisa, o índice de evolução da atividade ficou em 49,5 pontos em setembro, o maior nível desde 2013.

O indicador de evolução do número de empregados ficou em 47,5 pontos no mês passado e está 3,6 pontos acima da média histórica e 2,4 pontos maior do que o registrado em setembro de 2018.

A pesquisa observa que, mesmo abaixo da linha divisória dos 50 pontos, os dois índices superam as médias históricas. Isso sugere que há sinais de recuperação na atividade e no emprego.

Expectativas positivas

Os empresários continuam com perspectivas positivas. Todos os indicadores de expectativas estão acima dos 50 pontos, mostrando que os empresários esperam o aumento do nível de atividade, dos novos empreendimentos e serviços, da compra de matérias-primas e do emprego no setor nos próximos seis meses.

A confiança no setor também se mantém elevada, acima da linha divisória dos 50 pontos que separa a confiança da falta de confiança.

O índice de confiança do empresário industrial da construção (ICEI-Construção) ficou em 58,8 pontos neste mês, 5,3 pontos acima da média histórica.

Mesmo assim, a disposição para os investimentos segue baixa. “No decorrer de 2019, o indicador oscila em torno de 35 pontos, sem traçar uma tendência robusta de crescimento”, informa a pesquisa.

“Há ainda muito espaço para aumento da utilização da capacidade operacional. A ociosidade existente somada aos elevados custos de produção com que o empresário se depara, travam o investimento”, afirma a economista da CNI Dea Fioravante.

Em outubro, o índice de intenção de investimento ficou em 36,2 pontos. Mesmo com a queda de 1 pontos em relação a setembro, o indicador permanece 2,4 pontos acima da média histórica. O índice varia de zero a cem pontos e quanto maior o valor, maior a disposição para fazer investimentos.

Fonte: Revista Grandes Construções

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