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08

Jan 2020

Construção civil tende a liderar a retomada

As perspectivas para a construção civil são favoráveis, pois há um número
elevado de projetos aprovados

As expectativas e os indicadores da construção civil mostram uma tendência
cada vez mais positiva.

Depois de o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmar
que a construção civil é “uma das alavancas do crescimento”, a Sondagem da
Construção de dezembro da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto
Brasileiro de Economia (Ibre) registra a maior pontuação desde junho de
2014.

A esses fatores se acresce o fato de que a construção civil foi o setor que
mais criou empregos formais em 2019, com alta de 5,93% em relação a dezembro
de 2018, equivalente a 117,2 mil vagas com carteira assinada.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) da FGV subiu 3,3 pontos entre
novembro e dezembro e atingiu 92,3 pontos, situando-se num nível cada vez
mais próximo da marca de 100 pontos que separam as faixas positiva e
negativa do indicador.

A coordenadora de Projetos da Construção da FGV Ibre, Ana Maria Castelo,
notou que a melhora ocorreu apesar da “paralisação de obras do Minha Casa
Minha Vida (MCMV)”, programa habitacional destinado à população de baixa
renda.

Um dos componentes do ICST, o Indicador de Situação Atual (ISA), “ainda não
recuperou o patamar do final de 2014, mas registrou uma melhora expressiva
no segundo semestre (de 2019), o que corrobora as projeções de que em 2019 o
setor terá encerrado um ciclo de cinco anos de retração”, enfatizou Ana
Castelo.

O nível de utilização da capacidade subiu 1,4 ponto porcentual, mas ainda se
limita a 71,9%.

É, portanto, elevado o patamar de ociosidade da construção civil, o que
tornará mais rápida uma recuperação baseada na utilização da maquinaria
disponível.
Houve melhora não só do ISA, mas do indicador de expectativas (IE), que
alcançou a marca de 102,2 pontos em dezembro, ou seja, no campo positivo do
levantamento.

As perspectivas para a construção civil são favoráveis, pois há um número
elevado de projetos aprovados, recursos disponíveis para incorporadores e
para mutuários finais e disposição dos bancos de ampliar suas carteiras de
crédito imobiliário.

Fonte: Terra/Revista M&T

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