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27

Nov 2019

Confiança da Construção avança em novembro

 

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, subiu 1,5 ponto em novembro, para 89,0 pontos, atingindo maior nível desde setembro de 2014 (89,9). Em médias móveis trimestrais, o índice registra alta de 0,5 ponto, mantendo a tendência ascendente iniciada em junho deste ano.

“Finalmente a melhora nas vendas e lançamentos registrados no mercado imobiliário em algumas cidades do país, notadamente São Paulo, começa a se refletir de modo mais expressivo nos indicadores. O avanço da Confiança setorial no mês foi impulsionado por Edificações: o ISA do segmento registrou o melhor resultado desde fevereiro de 2015. Ainda assim, vale lembrar que essa é uma base baixa, já afetada pela crise. Outro ponto relevante é que, a despeito da percepção mais positiva generalizada, o indicador de mão de obra prevista registrou queda na comparação com outubro e ainda há mais empresários apontando redução da mão de obra do que contratação nos próximos meses, observou Ana Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

Mais informações sobre os resultados abaixo. Dados completos no Portal IBRE, no link http://bit.ly/2Olwmpc .

O alta do ICST em novembro deve-se principalmente à melhora da situação corrente. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) avançou 2,4 pontos, para 81,3 pontos e registra ganho acumulado de 8,9 pontos nos últimos seis meses.
O Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 0,5 ponto, passando a 97,0 pontos, compensando a perda sofrida no mês anterior. Este resultado foi influenciado pela tendência dos negócios nos próximos seis meses, cujo indicador subiu 1,3 ponto, para 96,9 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor variou positivamente 0,4 ponto percentual, para 70,5%. Em relação aos NUCIs para Máquinas e Equipamentos e NUCI para Mão de Obra, as variações foram 0,3 e 0,5 ponto percentual.

Melhora o acesso ao Crédito
Uma questão relevante no movimento de retomada é o acesso ao crédito pelas empresas. Com a queda na taxa Selic, espera-se que o crédito para as empresas se torne mais acessível e com melhores condições. “Esse é um elemento fundamental na retomada. De fato, o indicador subiu 8,0 pontos no acumulado do ano, com uma melhora mais forte no segundo semestre: 4,5 pontos entre junho e novembro. Entre as parcelas deste indicador, a proporção de empresas que reportaram que está fácil conseguir crédito subiu 1,9 ponto percentual, para 9,2%, melhor resultado desde dezembro de 2014 (12,5%), enquanto que a proporção de empresas que reportaram que está difícil conseguir crédito recuou 1,3 ponto percentual, passando a 39,3%. No entanto, é importante observar que a percepção predominante entre os empresários é pessimista”, registrou Ana Maria Castelo.

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